domingo, 25 de novembro de 2012
“Eu acho que já vi isso em algum lugar”
“Eu acho que já vi isso em algum lugar”
De vez em
quando somos catapultados para o passado e temos a impressão de, ao ver o que se
anda fazendo em nome de Deus de termos "visto isso ou aquilo em algum lugar".
La
se vão dois mil anos desde que Jesus esteve em forma física entre nós e já
naquele tempo a coisa não estavam bem. Não foi uma nem duas vezes que o
Nazareno se viu envolto nas teias da maldade dos religiosos da sua época, gente
que era o oposto de tudo que a lei de Deus ensinava. Ja naquele tempo a palavra
de ordem era aparência, orgulho, fama, dinheiro, riqueza, etc. Lembremos-nos
do trágico (pra eles) embate a porta do templo? Tomado por um “surto” santo, o
filho de Deus destrói mesas de câmbio, agiotagem, estelionatários da fé, gente
que comercializava o que é incomercializável a ponto do próprio mestre dizer: “vocês
transformaram a casa de oração em um covil de ladrões”.
" Eu
acho que vi isso em algum lugar". Essa frase não me sai da cabeça ao ver que o
ser humano não muda mesmo. Antecedendo o Messias, Salomão, o sábio vai dizer: “Vê isto é novo? Ja foi nos séculos
passados, que foram antes de vós”. Desde Salomão e Jesus muito coisa mudou
e outras continuam exatamente como eram.
Ainda existem muitos querendo se dar bem à custa da sinceridade alheia,
reinventando todos os dias um evangelho segundo- eu – mesmo, tentando achar as
famosas “brechas” na Palavra para justificar tanto loucura em nome de Deus.
Vivemos
um tempo de confusão! É crente querendo parecer não crente, Igrejas históricas
tentando desviar o foco da idolatria e implementando uma roupagem mais parecida
com a dos evangélicos pra tentar ganhar, ou perder menos adeptos. Assistimos
todos os dias a venda do evangelho sob a promessa de que a pessoa vai ter, vai
conseguir, vai alcançar, mas tudo isso sob a obrigação de se comprar alguma
coisa e anulando por completo a graça de Deus . Rosa ungida, óleo ungido,
toalha ungida, meia ungida, martelo... E aí se vão dezenas e dezenas de
idiocincrazias, invenções e o evangelho a cada dia têm perdido e muitas vezes caído
em “desgraça”.
Acho
que ja vi isso em algum lugar. Da próxima vez que voçe vir alguma coisa que lhe
soe estranho, que violente sua capacidade de pensar enquanto alguém que conhece
as sagradas escrituras, não se assuste ,
esse é o homem, que as vezes acha que pode tudo, que é grande e na maioria das
vezes se esqueçe que tudo passa , e não importa quando nem como, um dia todos
teremos que prestar contas ao Eterno .
Isaías Evans
“O Evangelho dos Evangélicos”
“O Evangelho dos Evangélicos”
Na carta destinada aos Gálatas,
no (Cap.1.V.6-9) Paulo os admoesta
acerca de um importante assunto: que não passassem do genuíno evangelho, o qual
receberam, para “outro evangelho”.
Após analisar o texto citado
acima olhando para a conjuntura de nossos dias, estou convencido de que o “evangelho”
dos evangélicos no Brasil, especialmente no que diz respeito ao
neopentocostalismo. Conforme é demonstrado na mídia o tem os problemas da base
e da cúpula.
A cúpula é pragmática,
aproveitando esse imaginário religioso como fator de crescimento da pessoa
jurídica e enriquecimento da pessoa física. Em fim esse é o “evangelho” dos
evangélicos contemporâneos.
Infelizmente o povo evangélico é,
em boa parte, supersticioso e cheio de crendices, assim como é o Brasil.
O “evangelho” dos evangélicos
também é um simulacro. Ou seja, é como a fotografia mais bonita e atraente de
um sanduíche. Assim é esse “evangelho” ilusório.
Particularmente, não me iludo com
esse “evangelho” como aparece na mídia. As promessas dos líderes espirituais
são mais garantidas pela sua prepotência do que pela sua fé.
Aliás, os jornais começam a
noticiar que muito dos fiéis estão reivindicando indenizações e processando
igrejas por propagandas enganosas.
Por causa disso estamos
presenciando um cristianismo banalizado, onde a integridade moral está doente.
A vida cristã é baseada em equívocos e o Evangelho é uma mercadoria. Deus é
apenas um detalhe.
Que todos possam enxergar a vida
cristã sob as lentes do verdadeiro Evangelho, centrado em Cristo e fundamentado
na verdade das Escrituras Sagradas. Que Deus nos ajude a buscarmos uma reforma
no sacerdócio, na teologia, na liturgia e na vida! A fim de que um verdadeiro
cristianismo venha a florescer.
Leandro R. C.
Tramontini
Preservando a Fé em Meio à Cultura
Preservando a Fé em Meio à Cultura
Ao tratar sobre a fé e cultura é
preciso voltar. Voltar à história e perceber que “as questões que estamos
colocando sempre tem lugar dentro de um contexto histórico e que para
entendê-lo é preciso levar em consideração esse contexto.” A história da igreja
está carregada desses conflitos ao longo de sua existência. Ela começou com os
Judeus, passa pelos Romanos e chegam até nós, dois mil anos depois. E
percebe-se nas cartas paulinas o esforço do apóstolo em consolidar as igrejas
num contexto espiritual sadio e sem que as mesmas perdessem suas
características culturais, nacionalistas. Trata-se hoje não apenas de ser
evangélico numa cultura católica, trata-se de muito mais. Nosso mundo hoje está
menos monolítico; vivemos a pós- modernidade e o desafio é que nossa teologia
seja “aquela que concebe e vive a universalidade de Deus nas particularidades
da vida e a eternidade de Deus nas vicissitudes da história; fazer teologia,
porém, à nossa maneira, dentro de nossos termos e com pertinência para os
desafios que enfrentamos”.
Fé e cultura estão em nosso
cotidiano. Negá-los é desassociar um do outro. Qualquer civilização, comunidade
tem cultura e tem fé, sendo preciso entendimento para entender culturas fazendo
com que a nossa missão seja eficaz.
Anderson E. O. Machado
Saia de cima do Muro
Algumas imagens falam mais que palavras! Não espere se você ainda não desceu do muro desça porque ficar ou descer para o outro lado dá no mesmo!
Felipe Mallet
A Palavra da Cruz
A Palavra da Cruz
“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” I Coríntios 1.19.
A mensagem da cruz é a palavra mais poderosa que qualquer pastor pode pregar, pois esta é mensagens que trás salvação. Porém Paulo lembrou muito bem ao afirmar que essa mensagem é loucura para os que não creem, pois como é possível alguém que morreu de forma humilhante na cruz, ter o poder de salvar a humanidade? Como pode o maior símbolo de maldição, hoje se o maior símbolo da libertação? Os pensamentos do nosso Deus são muito mais além do nosso, a sabedoria de Deus é muito mais além do nosso Deus usou as coisas loucas para confundir as sábias.
Ângelo Marcio
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